sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Noites frias de um alguém que ama.
Ela passou a noite revirando a cama, com o rosto úmido, e na boca um sabor salgado. Pensou consigo mesma que tá na hora de mudar, e prometeu pra si que vai esquecer tudo isso. E, ao mesmo tempo, mesmo sem querer, se questiona se é capaz. Se tem essa força toda. Talvez tenha, talvez seja mais forte do que ela mesma imagina, talvez seja muito mais corajosa do que se julga ser. É que nessas horas há mesmo que se questionar se é forte o bastante, se ainda pode lutar, se ainda pode vencer. Ela só queria que tudo isso fosse diferente, que as noites pudessem ser bem mais felizes, bem menos dolorosas. Talvez seja melhor assim, ou ao menos, o mais certo. ela sempre acreditou naquela frase que diz que as coisas só acontecem quando devem acontecer. Ela acredita nisso, mas será que dá pra aceitar?! Nesse momento parece que não, parece que isso não faz muito sentido. Aliás, parece que nada em que ela acreditava faz. Ela promete que vai mudar, que vai esquecê-lo, mas vez por outra, ela ainda sente aquela vontade quase incontrolável de ligar pra ele. Ainda bem que é quase incontrolável, porque agora ela consegue controlar. E assim prosseguem as noites dela. Tristes, solitárias, vazias. Pagando por um erro que ela cometeu, o erro de amar demais, ou seria o erro de amar quem não deveria?!
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