segunda-feira, 15 de setembro de 2008

caminho longiquamente perto.

é uma paz de espírito tão grandiosa, tão mágica, tão absolutamente natural e gostosa de sentir, que tudo parece "andar na linha", tudo parece dar certo. tudo parece ser mais fácil quando se estar bem por dentro. parece que essa paz que me deixa tão inquieta, que me faz querer sair por aí cantando, pulando, dançando, parece que ela transparece, que vem de dentro pra fora. os momentos mais simples agora parecem ter um valor tão grande, e melhoram tanto essa sensação dentro do meu ser. esse deve ser o grande segredo que tanto se fala, deve ser o caminho mais belo, mais colorido, mais fácil de caminhar para encontrar a tão sonhada e procurada felicidade. e esse caminho é tão fácil de ser seguido, que às vezes me pergunto por que as pessoas complicam tanto, por que tornam tão difícil, tão longínquo o que está tão perto. ontem, na varanda do meu apartamento, conversava com meu namorado, enquanto nós observávamos minha prima pequena lá em baixo, andando de bicicleta e rindo, feliz. cada pedalada que ela dava era um sorriso. até que ele olhou pra mim e perguntou: "por que criança se diverte com tão pouco?!" e eu respondi: "por que elas não vêem problemas, por que elas simplificam as coisas. a gente nunca devia crescer, não por dentro, não pra complicar tanto."
acho que as pessoas gostam de complicar o simples. quando a gente cresce nossos olhos pro mundo mudam. na verdade, todo mundo devia crescer sem esquecer de mater a criança que tem dentro de si.

"permaneça uma criança em algum lugar do seu coração."

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

f e l i c i d a d e

ontem, ao sair do banho, me peguei dando um sorriso, do naada. e do nada também comecei a agradecer a Deus, agradeci mesmo sem saber pelo que, ou melhor, sabia e sei o que agradeci. agradeci pela minha vida, por eu ter um teto pra morar, por eu ter uma família, por eu ter comida na mesa, pelas pessoas que Deus colocou e coloca todo dia na miinha vida, pelo céu que todo dia ao acordar eu posso ver, pelo vento que toda hora posso sentí-lo, pelo som dos pássaros, que sempre ao estar aqui no computador ouço, pelo sorriso que eu dei, pelos sorrisos que eu dou, pelas conquistas, pelos aprendizados, pelas oportunidades que tenho. há tanta coisa a agradecer que mesmo que eu tentasse, não conseguiria agradecer por tudo que Ele, em sua infinita bondade e amor, tem me dado durante todos esses anos. e eu fico me perguntando como algum dia na vida eu pude ficar com raiva de tão pouca coisa. sabe, tem tanta coisa mais importante na vida que nos deixa bem, mas a gente(sim, digo a gente, porque é assim com a maioria das pessoas)prefere se preocupar com as coisas que não nos deixam bem. prefere dar atenção aos problemas no lugar de solucioná-los. nós damos mais prioridade aos problemas do que às conquistas. se todos soubessem como é bom ser feliz, como é gostoso dá um sorriso sem ter um motivo concreto pra isso, sem precisar acontecer nada de extraordinário. sorrir é tão gostoso, faz tão bem à alma, ao coração e à vida. não sei como agradecer a Deus por essa alegria que toma conta de mim. tento agradecer na prática, fazendo o bem, não me irritanto com tanta coisa que me irritava antes. quero ser merecedora de tudo isso, quero poder continuar com esse sorriso no rosto, quero poder passar essa alegria a todos que não a tem, ou que a tem, mas não enxergam isso, quero ser útil a alguém, quero que o mundo respire amor, paz, felicidade, quero continuar dando sorrisos de felicidade assim, do nada, como foi ontem.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

mundo.

fico observando as pessoas, a vida, e em que nosso mundo se transformou. às vezes me pergunto o porquê disso tudo. por que todo mundo tem que ser tão egoísta, tem que olhar taanto pro seu umbigo, tendo taanta gente com a barriga vazia. às vezes me pergunto se eu sou mesmo desse mundo, se não estou no lugar errado. queria eu que fosse só uma viagem, e depois eu voltasse pra aquele mundo, aquele em que todo mundo era feliz, em que todo mundo ajudava todo mundo, em que o umbigo e a barriga vazia do outro importava bem mais do que o próprio umbigo. eu queria fazer com que esse mundo voltasse a ser aquele mundo, aquele que era quando eu era criança, e acreditava que as pessoas se amavam, que não existia gente ruim. nem sei se era outro mundo, ou se era apenas um sonho, um sonho que durou até minha infância acabar. não sei bem o que era aquilo, eu só sei que gostava, que era bom. não gosto é desse mundo, dessa gente que não ama o próximo, que prega a paz, mas contribue pra guerra, que acha que dinheiro vale mais do que caráter, essa gente que se acha tão esperta, tão inteligente, mas que, com o perdão da palavra, é tão burra. fico indignada, fico triste em ver em que o mundo que minha mãe sonhou pra mim não é esse mundo que eu vivo. eu que sempre fui criada na base do amor, das palavras boas, que sempre ouvi de meus pais que temos que ser solidários com as pessoas, agora ter que viver num mundo desses. mas, eu não desisto, não desisto em ver o mundo como era antes, ou como eu achava que fosse. talvez minha ingenuidade me fizesse ter bons olhos pro mundo. é, isso é uma coisa ruim que a maturidade e a idade trazem consigo, a gente passa a enxergar as coisas como elas são. a gente passa a ver que existem pessoas ruins, que eu achava que só existiam em filmes. mas eles existem na vida real, e estão mais próximos do se imagina. mas um dia ainda verei um mundo melhor. vou lutar por isso.