segunda-feira, 1 de setembro de 2008
mundo.
fico observando as pessoas, a vida, e em que nosso mundo se transformou. às vezes me pergunto o porquê disso tudo. por que todo mundo tem que ser tão egoísta, tem que olhar taanto pro seu umbigo, tendo taanta gente com a barriga vazia. às vezes me pergunto se eu sou mesmo desse mundo, se não estou no lugar errado. queria eu que fosse só uma viagem, e depois eu voltasse pra aquele mundo, aquele em que todo mundo era feliz, em que todo mundo ajudava todo mundo, em que o umbigo e a barriga vazia do outro importava bem mais do que o próprio umbigo. eu queria fazer com que esse mundo voltasse a ser aquele mundo, aquele que era quando eu era criança, e acreditava que as pessoas se amavam, que não existia gente ruim. nem sei se era outro mundo, ou se era apenas um sonho, um sonho que durou até minha infância acabar. não sei bem o que era aquilo, eu só sei que gostava, que era bom. não gosto é desse mundo, dessa gente que não ama o próximo, que prega a paz, mas contribue pra guerra, que acha que dinheiro vale mais do que caráter, essa gente que se acha tão esperta, tão inteligente, mas que, com o perdão da palavra, é tão burra. fico indignada, fico triste em ver em que o mundo que minha mãe sonhou pra mim não é esse mundo que eu vivo. eu que sempre fui criada na base do amor, das palavras boas, que sempre ouvi de meus pais que temos que ser solidários com as pessoas, agora ter que viver num mundo desses. mas, eu não desisto, não desisto em ver o mundo como era antes, ou como eu achava que fosse. talvez minha ingenuidade me fizesse ter bons olhos pro mundo. é, isso é uma coisa ruim que a maturidade e a idade trazem consigo, a gente passa a enxergar as coisas como elas são. a gente passa a ver que existem pessoas ruins, que eu achava que só existiam em filmes. mas eles existem na vida real, e estão mais próximos do se imagina. mas um dia ainda verei um mundo melhor. vou lutar por isso.
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Um comentário:
Estou ao seu lado. Já escutou a música "Vilarejo" da Marisa Monte? Não sei, ao ler seu texto lembrei-me desta música. Lá é o verdadeiro mundo, esse ai mesmo, o outro mundo, o mundo ingênuo, o mundo ideal, o mundo que pensamos quando somos crianças. Será que um dia viveremos nele? Infelizmente, creio que não...
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